Principais Problemas em Sistemas de CFTV - Parte I  CFTV  Eng° Marcelo Peres  14-Oct-2015 00:00  1  7998 leituras

Erros Comuns em Aplicações de CFTV
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Os sistemas de CFTV tornaram-se, na última década, parte do nosso cotidiano, não somente no Brasil mas em praticamente em todos os países. Mas apesar da grande popularidade e presença massiva deste tipo de sistema, a quantidade não garante a qualidade e efetividade das imagens e informações obtidas. Com nossa experiência obtida no acompanhamento de inúmeras instalações e sistemas, seja na forma de consultoria, treinamento, projeto, implantação, manutenção ou operação, encontramos várias situações e problemas repetidos.

Diariamente os sistemas de CFTV são assunto de matérias e reportagens em telejornais e noticiários, gerando informações, mostrando acidentes, ajudando a desvendar crimes, mostrando curiosidades, etc. Porém da mesma forma, também é muito comum acompanharmos imagens de baixíssima qualidade, que se forem analisadas isoladamente não permitem qualquer tipo de identificação, reconhecimento ou acompanhamento de detalhes, gerando uma grande frustração em termos de validade, objetividade e correto acompanhamento e identificação dos fatos ocorridos.

Grande destes sistemas CFTV de apresentam problemas que estão frequentemente relacionados a falta de projeto, investimento subdimensionado, falta de manutenção, baixa qualidade de equipamentos, falta de treinamento, inexistência de políticas operacionais, entre outros.

Com base nestas situações práticas elaboramos uma lista com alguns dos principais problemas encontrados em aplicações de sistemas de CFTV, os quais serão resumidamente analisados.

1. Escolha do sistema baseada apenas no preço

Um dos problemas mais graves encontrados em sistemas de CFTV é simplesmente a escolha com base no apenas no preço final da proposta. Obviamente isto decorre de diversos fatores econômicos e sociais, mas o principal fato é que em grande parte dos casos a qualidade é deixada em segundo plano, seja por desconhecimento da empresa que está ofertando o sistema, seja pela limitação de investimento do cliente final, seja pela incapacidade de justificar o investimento em um sistema de maior valor agregado, entre outras situações. De qualquer forma, em todo e qualquer sistema de segurança, incluindo os sistemas de CFTV devem ser escolhidos com uma análise criteriosa baseada em vários fatores, como por exemplo:

  • Qualidade de imagem necessária;
  • Criticidade das informações;
  • Vida útil esperada para o sistema;
  • Valor agregado proporcionado pela segurança obtida;
  • Falsa sensação de segurança ou invalidade das imagens proporcionadas;

2. Falta de planejamento

A falta de planejamento leva ao escolha de uma solução falha e incompleta, deixando de verificar inúmeros detalhes, informações e elementos que consequentemente levarão a problemas futuros. O planejamento é uma etapa crucial para a obtenção de bons resultados de um sistema de CFTV, pois neste processo são levantados os elementos necessários e objetivos esperados, de forma a identificar as reais vulnerabilidades, brechas e falhas de segurança presentes no ambiente a ser protegido. Da mesma forma devem ser identificadas as bases que definirão o tipo de cobertura e caminho para a escolha da tecnologia para iniciar as demais etapas do desenvolvimento.

Com base nas definições e informações obtidas com a fase de planejamento, idealmente deve ser contratado, estipulado e dimensionado o projeto técnico e documentação, que complementarão a base de escolha do sistema e de elaboração dos orçamentos.

3. Ausência de Projeto e Documentação

Um correto planejamento, engloba a escolha e contratação de um projeto técnico com o objetivo de determinar todos os parâmetros necessários para o sistema, incluindo o desenho, escolha, compra, treinamento, operação e manutenção do sistema.

Como definições de projeto, temos:

  1. Desejo, intenção de fazer ou realizar (algo) no futuro; plano.
  2. Descrição escrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado; plano, delineamento, esquema.
  3. Esboço provisório de um texto.
  4. Esboço ou desenho de trabalho a se realizar; plano.
  5. Plano geral para a construção de qualquer obra, com plantas, cálculos, descrições, orçamento etc.

Dessa forma, podemos resumir o projeto de CFTV como o trabalho técnico especializado para planejamento da aquisição, implantação e comissionamento do sistema, definindo os tipos de câmeras, posições, área de cobertura, campo visual, meios de transmissão, gerenciamento, gravação, visualização, operação, supervisão e manutenção.

A ausência do projeto leva a escolhas baseadas em uma visão extremamente simplificada do problema, deixando descobertos diversos pontos importantes do processo, gerando problemas futuros em várias etapas da implantação, ocasionando retrabalho, perda de tempo, resultados inadequados e novos investimentos não planejados.

4. Uso de equipamentos inadequados ou de baixa qualidade

A ausência de planejamento e de projeto, levam a análise e escolha dos orçamentos sem uma base técnica consistente. Da mesma forma, muitas vezes são apresentadas propostas totalmente diferentes, incompatíveis em termos de tipo e qualidade de equipamentos e serviços ofertados, impossibilitando uma análise comparativa adequada e consistente. Ou seja, como no dito popular, devemos comparar "laranjas com laranjas e bananas com bananas".

É muito comum que sem o planejamento e projeto, a escolha não seja baseada em elementos técnicos práticos. O desconhecimento das especificações técnicas dos equipamentos e recursos disponibilizados a uma análise extremamente superficial, sem uma base sólida capaz de relacionar elementos e características boas e ruins dos sistemas. Como consequência a escolha final se dá com base nos valores finais do orçamento ou pela relação comercial.

Na grande maioria dos casos, o menor preço está relacionado a sistemas de qualidade inferior, apresentando menos recursos, tecnologia inferior, vida útil reduzida, maior quantidade de problemas, maior taxa de manutenção, etc.

Este baixo investimento, gera sistemas de baixa qualidade com um péssimo retorno de investimento (ROÍ – Return of Investment), ou seja, ao longo do tempo o custo do sistema aumenta substancialmente. Além disso, no momento que o sistema for mais necessário, não fornecerá os resultados esperados, e consequentemente será necessário um novo investimento e todo o trabalho deverá ser refeito. Mais uma vez o barato, sai caro.

5. Subdimensionamento do sistema

Uma situação muito comum aos usuários é pensar somente nas necessidades do momento, afinal quem não conhece a frase: “Porta Arrombada, tranca de ferro!”. Esta situação também é consequência da ausência do projeto, que leva ao não planejamento e estudo adequado da cobertura e proteção do sistema. Sendo assim, o sistema cobrirá apenas necessidades mínimas momentâneas, com uma visão simplista, deixando de prever necessidades futuras e o crescimento do sistema com a consequente instalação de novas posições de câmeras, ampliação do sistema, aumento do período de gravação, aumento do número de usuários, etc.

Todos estes recursos requerem a disponibilidade canais ou licenças de câmeras no sistema de gerenciamento, espaço em disco ou Slots para instalação de novos discos, espaço em rack, tubulações, fontes de alimentação, etc. No entanto, o que encontramos na prática é que no momento que se percebe que existe a necessidade de ampliação ou evolução do sistema, a base implantada não permite a atualização, por estar com seus recursos esgotados, não permitindo a ampliação ou devido a instalação não prever novos elementos no sistema.

Este cenário implica em propostas de fornecedores sem uma especificação e referência clara, incompatíveis entre si e baseadas apenas na visão dos fornecedores. Estes orçamentos são normalmente configurados a partir de equipamentos com preços mais baixos, com o objetivo de serem mais competitivos, mas que não atendem as necessidades reais de segurança e de expansão do sistema.

6. Resoluções baixas não permitem identificação de detalhes

Seja em sistemas analógicos baseados em DVRs ou em sistemas com câmeras IP e NVRs, a baixa resolução é outro problema muito comum, pois são utilizadas ou configuradas resoluções de imagem, incapazes de fornecer as informações necessárias de detecção, monitoramento identificação e reconhecimento. De uma forma simplificada, podemos definir o problema da baixa resolução como a captura de imagens muito amplas e com um número de informações maior do que a capacidade óptica ou de digitalização do sistema de visualização ou gravação.

Este problema implica em resultados inadequados na visualização, ocasionadas por imagens com mais detalhes do que o operador pode identificar no monitor. Este fato está relacionado a escolha de câmeras, lentes, meios de transmissão, processadores de vídeo e monitores, que não atendem as resoluções mínimas necessárias para a investigação ou análise de eventos ao vivo.

Por outro lado, o resultado é ainda pior nas imagens gravadas, pela quantidade inadequada de informações presentes nas imagens arquivadas. E este problema só é percebido na análise das gravações e na pesquisa de eventos ou ocorrências, que terão como resultado a indisponibilidade de informações importantes.

Isto ocorre geralmente pelos motivos citados nos tópicos anteriores, como a ausência de planejamento e inexistência de projeto técnico, mas também são somados outros problemas, como:

  • Uso de equipamentos de baixa qualidade;
  • Especificações incorretas ou mentirosas dos alguns equipamentos;
  • Especificações para condições ideais de iluminação;
  • Instalação de equipamentos inadequados para as condições do local;
  • Instalação e teste dos equipamentos em condições normais e não em condições adversas;
  • Uso de parte dos componentes do sistema de baixa qualidade, como lentes, meios de transmissão, baluns, gravadores, etc.

Estes problemas podem ser também pontuais, gerando uma grande diferença de qualidade e resolução durante o dia em condições de boa iluminação, e a noite com condições complexas de iluminação. Além disso, o uso incorreto da iluminação por infravermelho (IR), baixa qualidade óptica das lentes, problemas nos meios de transmissão e conectores são outros fatores que degradam a qualidade de imagem e consequentemente a resolução.

Na próxima parte deste artigo seguiremos apresentando outros problemas e falhas comuns em sistemas de CFTV, mas não deixaremos de analisar também uma visão crítica da melhor forma de evitar e solucionar estes problemas.

Engº Marcelo Peres (@mpperes)

mpperes@guiadocftv.com.br

Guia do CFTV

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