Há dois anos, o chamado ‘Triton’ tem aterrorizado o mundo da segurança cibernética com seu potencial de causar desastres humanitários

O mais poderoso e mais temido malware do mundo está se espalhando – e a uma velocidade maior do que o imaginado. A maior prova disso é de Julian Gutmanis, um especialista em segurança digital  que, em 2017, foi convocado para solucionar um ataque a uma instalação petroquímica na Arábia Saudita. E ele ficou paralisado com o que encontrou.

Segundo o Technology Review, publicação especializada do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), os crackers haviam implantado softwares mal-intencionados que os deixavam assumir, remotamente, os sistemas de segurança da fábrica, que integram a última linha de defesa contra desastres. Ao desabilitar ou adulterar o mecanismo, os intrusos poderiam gerar consequências catastróficas, como explosões em grande escala. Por sorte, eles foram impedidos por uma falha no próprio código.

Como os hackers chegaram a esse ponto?

A descoberta do Triton ocorre em um momento crucial no mundo digital, com o crescimento acelerado da chamada Internet das Coisas, que incorpora conectividade a todos os tipos de equipamentos. Na indústria, isso permite que os funcionários monitorem remotamente estes aparelhos e coletem dados rapidamente, para tornar as operações mais eficientes, além de monitorar hábitos de consumo. Mas é certo que também oferece aos hackers mais alvos em potencial.

Não é a primeira vez, é claro, que o espaço cibernético é utilizado para prejudicar o mundo físico. No entanto, há um grande abismo entre esse fato e a capacidade de softwares maliciosos invadirem sistemas críticos. “Mesmo com o Stuxnet e outros malwares, nunca houve uma intenção flagrante de prejudicar as pessoas”, afirma Bradford Hegrat, consultor da Accenture, especializada em segurança cibernética industrial.

As notícias da existência de Triton foram reveladas em dezembro de 2017. Nos últimos dois anos, as empresas de segurança cibernética têm corrido para desmanchar o malware e descobrir quem está por trás dele.

Origem: Olhar Digital

Marcelo Peres

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