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Moradores de prédios de SP vivem Big Brother em casa

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SÃO PAULO – O crescimento do número de assaltos a condomínios em São Paulo está levando os moradores a transformarem suas casas num verdadeiro Big Brother para evitar a ação dos bandidos. Câmeras camufladas em detectores de fumaça, sensores infra-vermelhos, câmeras móveis que selecionam um alvo e acompanham uma pessoa dentro do prédio. Há de tudo no mercado. As novidades em equipamentos de segurança crescem proporcionalmente ao aumento dos roubos.

– Os prédios estão virando verdadeiros ‘Big Brothers’ para monitorar suas dependências – diz o consultor de segurança Florival Ribeiro.
É comum os porteiros terem instalados sob suas mesas alertas de pânico. Eles são acionados e avisam uma central assim que se percebe movimentação anormal no condomínio. Em alguns prédios, o porteiro alerta os próprios moradores pelo botão, que se trancam e acionam a polícia.
Moradores estão instalando fechaduras que fazem a leitura da impressão digital. Só abrem a porta, para quem é da casa. Até os detectores de fumaça comuns ganharam olhos eletrônicos. Além de avisar sobre um incêndio, avisam também sobre a presença de visitantes indesejados. Mas os especialistas afirmam que o morador é peça chave na segurança.
– Muita coisa mudou desde 1998, quando aconteceu o primeiro arrastão em um prédio no Morumbi, na zona sul. Hoje, o número de assaltos é muito maior e são inúmeras as tecnologias que podem ser utilizadas para evitá-los. É claro, os moradores têm que colaborar, seguindo as regras para preservar a segurança, mas os equipamentos podem ajudar, e muito, na segurança – diz Ribeiro.
Cercas elétricas, aceleradores para abrir e fechar o portão eletrônico da garagem e câmeras que conseguem aproximar até 26 vezes uma imagem já são equipamentos utilizados em muitos prédios de São Paulo.
– Essa câmera de aproximação é muito potente. É como puxar a imagem de um carro estacionado a 200 metros para ver nitidamente a placa – diz Roberto Soares Coletti, executivo da Titanium, empresa que oferece serviços de segurança.
Os equipamentos instalados nos muros, na portaria (algumas já são até blindadas) e na garagem tentam evitar a entrada dos bandidos no prédio. Mas uma vez dentro do condomínio, é possível ainda impedir os assaltantes de atingirem áreas privadas.
– Nesse momento, entram em ação os sistemas de biometria para a abertura de portas por impressão digital ou pela íris da pessoa – diz José Luiz do Valle, da Titanium.
Até alguns clubes paulistas já utilizam o sistema. Segundo José Luiz do Valle, no Pinheiros, o associado entra nas salas de musculação e na piscina com o toque da mão em um visor eletrônico. Nos prédios, como o equipamento ainda é caro, somente os mais luxuosos têm.
Ribeiro diz que que vários condomínios, principalmente os que têm muitas torres, passaram a adotar o cadastramento eletrônico de visitantes. Como nos prédios comerciais, onde o número de visitantes é enorme, as pessoas são obrigadas a apresentar um documento e a tirar uma foto na entrada. Na portaria e na entrada da garagem já é comum o portão duplo, com a abertura do segundo apenas depois do fechamento do primeiro.
Ribeiro explica que o importante na segurança também é a iluminação. Ou seja, não adianta uma boa câmera em um local mal iluminado, a não ser que haja sensores infra-vermelhos no local.
– Nesse caso, um espelho na caixa de luz pode ajudar. Duas lâmpadas de 25 watts cada uma podem aumentar a luminosa para 500 watts apenas com um espelho – afirma Ribeiro.
Os preços para a instalação dos equipamentos variam muito. A instalação de um botão do pânico custa, em média, R$ 200. O aluguel e o monitoramento de três câmeras fixas e uma móvel pode custar R$ 2 mil por mês. Se o condomínio preferir comprar o equipamento pagará até R$ 8 mil.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/22/286757648.asp

Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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