Ícone do site GuiadoCFTV

Mitos na área de segurança

Listen to this article

Em conversa com diversos empresários, síndicos e comerciantes, observei que existem ainda alguns mitos, lendas urbanas e/ou pré-conceitos arraigados, sem qualquer amparo científico e que não condizem com as melhores práticas na área de segurança patrimonial.

Vamos analisar alguns mitos:

1° Mito: Muito gasto significa muita segurança

Gastar muito em proteção não significa automaticamente segurança ampla ou segurança na mesma proporção dos gastos efetuados. Isso acontece porque gastar muito não garante obrigatoriamente a aplicação eficiente dos recursos investidos e a adequação técnica as suas necessidades específicas. Vários se aventuram a gastar desordenadamente, sem planejamento, sem orientação técnica apropriada e de qualquer forma, numa pressa atribulada, advindo assim como resultado desperdícios e gastos desnecessários na área de segurança.

2° Mito: Não preciso de ninguém especializado em segurança, pois já sei de tudo o que é necessário

Parece bastante com a questão de futebol. Todo brasileiro se acha um técnico especializado em futebol, que é capaz de escalar a melhor seleção brasileira de futebol de todos os tempos. Mesma coisa acontece com a área de segurança, pois vários acham que já sabem tudo de segurança, por ter lido algum livro, pesquisado textos na internet e/ou ter feito um curso de pequena duração a respeito. Acabam gastando muito e mal, por acreditar equivocadamente que são capazes de resolver tudo sozinhos e que contratar uma empresa especializada ou um especialista a respeito é perda de tempo e dinheiro. Além disso, sem uma orientação técnica adequada, podem até cometer irregularidades e infringir legislações nesta área, o que pode possivelmente levar a penalidades, multas e muita “dor de cabeça” depois.

3° Mito: Gastar em tecnologias e sistemas resolve a questão de segurança

Várias pessoas se iludem com o grande aparelhamento tecnológico existente na área de segurança e pensam que só em adquiri-los em grande quantidade, resolverão por si só a questão de proteção de seu condomínio ou de sua empresa. Traz aos amadores a sensação de que estão investindo bem e que eles terão agora uma segurança moderna e eficaz. Entretanto, cada um destes recursos tecnológicos existentes tem suas aplicações técnicas específicas e precisam de um profissional competente para suas indicações, para efetuar suas instalações de forma correta, e, mais do que isso, para que se realize um treinamento adequado no seu uso e manutenção. Como diz o ditado popular: “De nada adianta ter uma arma se você não souber utilizá-la adequadamente”. Além disso, esquecem que a tecnologia e sistemas informatizados de nada fazem sem pessoas bem treinadas, conscientes de suas responsabilidades e com posturas ativas em segurança.

4° Mito: Minha segurança já é 100%

Alguns dizem: “Gastei muito e tenho hoje os principais sistemas e melhores aparelhos de segurança disponíveis e, por isso, estou cem por cento protegido”. Infelizmente, por mais que se invista em segurança, não existe proteção 100%. Imaginar que estar cem por cento seguro já é uma fragilidade, que pode gerar acomodação, displicência e negligência. É claro que a probabilidade de ocorrências diminui consideravelmente, mas se deve estar consciente e preparado que podem vir a ocorrer. 

5° Mito: Já gastei muito em segurança, não precisa mais de nada

Por mais que você tenha gastado em segurança, a mesma obrigatoriamente, para manter ou elevar o seu nível de proteção, deve estar constantemente em manutenção, revisão e atualização, para fazer face aos novos desafios, golpes e esquemas criminosos que surgem a cada momento. Acomodar-se com o status quo, já é uma vulnerabilidade e que pode repercutir negativamente na sua defesa patrimonial.

6° Mito: Nunca aconteceu nenhum incidente com minha empresa ou condomínio e por isso não me preocupo com segurança

Como diz o ditado popular: “existe sempre a primeira vez…”, além disso, não se pode contar sempre com a sorte. Em segurança como nos negócios, o sucesso anterior não garante o sucesso futuro. A prática tem ensinado que investir em prevenção constante é sempre melhor e mais barato do que ações reativas e de reparação.

7° Mito: Não precisa de muita coisa, é só copiar o que os vizinhos fizeram

Sempre há os que não querem fazer esforço, gastar tempo em pesquisa e/ou investir em pessoas ou empresas especializadas. A prática é copiar o que os vizinhos estão fazendo em segurança, pois se deu certo para eles dará também para minha organização. Com isso, até se economiza em não contratar especialistas. Cada empresa, condomínio ou comércio tem suas especificidades e fragilidades próprias na área de segurança patrimonial, o que pode funcionar para um pode não funcionar adequadamente para outro.

Enfim, fique atento a estes mitos e verifique a possibilidade de contratar empresas ou profissionais competentes na área de segurança, que podem trazem excelentes resultados na melhoria e qualidade da proteção patrimonial do seu negócio, através do planejamento apropriado ao tamanho e características particulares da sua empresa, condomínio ou comércio, da indicação de um gasto racional e do treinamento adequado às pessoas.

O autor Humberto Ferreira Oriá Filho é Administrador, Contador, Bacharel em Economia, Especialista em Auditoria Interna e Mestre em Controladoria. Membro do Conselho Editorial da Revista Jornal da Segurança. Autor do livro “As fraudes contra as organizações e o papel da Auditoria Interna”.

Origem: Portal da Segurança

Marcelo Peres

mpperes@guiadocftv.com.br

GuiadoCFTV

Avalie esta notícia, mande seus comentários e sugestões. Encontrou alguma informação incorreta ou algum erro no texto?

Importante: ‘Todos os Conteúdos divulgados decorrem de informações provenientes das fontes aqui indicadas, jamais caberá ao Guia do CFTV qualquer responsabilidade pelo seu conteúdo, veracidade e exatidão. Tudo que é divulgado é de exclusiva responsabilidade do autor e ou fonte redatora.’

Quer enviar suas notícias? Envie um e-mail para noticias@guiadocftv.com.br

Sair da versão mobile