‘Pai da computação’, Alan Turing é o novo rosto da nota de £50

O Banco da Inglaterra apresentou nesta quinta-feira (25) o design da nova nota de 50 libras (£50), que vai entrar em circulação a partir de 23 de junho de 2021. O rosto na cédula é o de Alan Turing, o cientista e programador britânico considerado um dos pais da computação moderna.

Além de artigos acadêmicos reconhecidos, que foram a base de temas como Inteligência Artificial e o próprio funcionamento de computadores, ele foi um dos responsáveis por ajudar a decodificar mensagens inimigas durante a Segunda Guerra Mundial — fato retratado na cinebiografia O Jogo da Imitação (2015), com Benedict Cumberbatch vivendo o pesquisador.

Turing era homossexual, e hoje é visto como um símbolo da resistência LGBTQ+, além de um exemplo das práticas terríveis da legislação britânica que ainda vigoravam há poucas décadas. Seguindo as leis do Reino Unido, ele foi condenado por “indecência repulsiva” e recebeu injeções para castração química.

Ele morreu em 1954 sob circunstâncias ainda pouco esclarecidas, mas com pistas que indicam um possível suicídio. Ele só recebeu o perdão oficial da Coroa britânica em 2013, com um documento assinado pela rainha Elizabeth II.

Conheça a cédula

A nota de Turing é a última de um valor que já estava em circulação a ser substituída por um modelo de polímero — as anteriores eram em papel, falsificadas mais facilmente.

A cédula traz uma foto do cientista tirada em 1951, além de uma fórmula matemática e um equipamento projetados por Turing. A data de nascimento do homenageado aparece em código binário.

Há ainda uma frase cunhada pelo autor em uma entrevista concedida a um jornal anos após a guerra: “Isso é apenas um gosto antecipado do que está por vir, apenas uma sombra do que será”. Até o símbolo que identifica a veracidade da nota teve o design alterado para parecer um chip de computador.

“Não é só uma celebração por seu gênio científico, que ajudou a encurtar a guerra e influenciar a tecnologia que usamos hoje. A nota também confirma o seu status como uma das figuras LGBTQ+ mais icônicas do mundo. (…) Seu legado é uma lembrança do valor de abraçar todos os aspectos da diversidade, e também o trabalho que ainda temos pela frente para sermos realmente inclusivos”, diz o diretor de comunicações do governo, Jeremy Fleming.

 

 

 

João Marcelo de Assis Peres

joao.marcelo@guiadocftv.com.br

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