Uma gestão de resultados permite a implantação de CFTV

Empresas especializadas na administração de
condomínios residencias e comerciais levam os empreendimentos a gerar
lucros. Até o lixo produzido pelos condôminos contribui para aumentar a
receita orçamentária.

 

Os condomínios precisam ter uma boa gestão predial. Tanto os prédios residenciais como os comerciais devem ser administrados, de preferência, por empresas renomadas no mercado, pois elas podem garantir uma gestão capaz de gerar lucros.

A Dinâmica, conhecida no mercado por realizar serviços de manutenção, limpeza e conservação desses empreendimentos, é responsável pelo crescimento de alguns condomínios. O manager do grupo, Ricardo Araújo, garante que com uma boa gestão é possível manter o custo do m2 de taxa de condomínio entre os menores do mercado. “Boas gestões chegam a formar novas receitas, gerando até 12% de superávit sobre a receita do condomínio”, afirma Ricardo.

Ele conta que, para se ter uma boa gestão, a primeira providência a ser tomada é fazer um exame geral do prédio. “É necessário que todas as instalações sejam observadas. Com base no diagnóstico feito do edifício, melhorias e mudanças que devem ser feitas são propostas. Nós, em todos os empreendimentos, sempre antecipamos os problemas para eliminar os defeitos”, observa o manager.

Outra atitude tomada pela empresa Dinâmica é montar um plano por meio de softwares. “Nessa etapa, fazemos um foco nos custos do condomínio. Quanto se gasta de luz, de água, dentre outras coisas. Depois, fazemos uma análise e averiguamos o que pode ser melhorado, quais desperdícios devem ser eliminados e até mesmo reduzidos”, aponta Ricardo. Segundo o manager, uma terceira etapa é escolher bem a equipe que vai trabalhar. “Pode até ser um clichê, mas é realmente necessário contratar uma boa equipe, que seja qualificada, para agregar valor ao trabalho a ser realizado no condomínio”, diz o manager.

O Edifício Varig faz parte da clientela da Dinâmica. A gestão de resultados adotada pela empresa levou o condomínio a contabilizar lucros. “Adotamos uma política de controle de consumos. Por exemplo, racionamos energia. Com a série de medidas tomadas por nossa equipe, o prédio passou a gastar menos”, conta Ricardo.

Segundo o manager, as receitas extras geradas através de um programa específico da empresa proporcionaram um incremento próximo a 6,5% do orçamento anual do edifício. “A nova receita possibilitou o investimento em sistemas de automação, de CFTV, controle de acesso, entre outras melhorias. Isso gerou uma valorização do empreendimento e não custou nada para os condôminos. Todas essas melhorias agregaram valores ao prédio e o valorizaram. É muito difícil ter salas desocupadas”, comenta.

A política adotada na gestão do empreendimento possibilitou que até mesmo os lixos produzidos pelas pessoas do prédio virassem uma receita extra. “Identificamos um grande material para ser reciclado. Então, a nossa equipe e os condôminos selecionam o material a ser reciclado. Com a renda obtida com a reciclagem, o condomínio está investindo em projetos sociais da Fundação Zoobotânica, do Jardim Botânico de Brasília. As doações são destinadas ao financiamento de projetos de educação ambiental como a Oficina de Papel Artesanal, Oficina de Alimentação Alternativa e Fabriqueta”, conta.

Lucro deve ser bem planejado
Osônio Ramos, sócio-diretor da Asp, administradora de condomínios, conta que é preciso ser muito profissional para fazer uma boa gestão predial. “A Asp tem como missão ter um condomínio humanizado. Uma das nossas atitudes em residenciais é conscientizar o síndico a melhorar o relacionamento entre os condôminos e os funcionários”, conta.

A Asp também preza pela transparência financeira. “Se o condomínio tem uma boa gestão, que vai gerar lucros, a aplicação e em que será revertido (o lucro) devem ser bem planejados e têm de favorecer os proprietários do empreendimento”, completa o sócio-diretor.

O presidente do Sindicondomínio, José Geraldo, explica que as administradoras geralmente procuram adotar modernas técnicas de gerenciamento. “Uma boa gestão passa obrigatoriamente pelas questões dos condomínios, pela necessidade imperiosa de ser elaborada e discutida previamente a proposta de orçamento anual, que engloba categorias de despesas, tais como: despesas administrativas, despesas com pessoal, despesas bancárias, despesas com manutenção e conservação do edifício, despesas necessárias para realização de reparos emergenciais, e outras, sendo estes os valores que serão estimados para se formar o valor do custo condominial mensal, evitando-se com isso a criação de taxas complementares ou extras que geralmente pegam os condôminos de surpresa. Feito o orçamento anual, e submetendo-o à aprovação da assembléia, cada condômino fica previamente informado do comportamento da taxa condominial durante o período de 12 meses”.

Para ele, uma boa gestão condominial é focada em administrar corretamente todos os recursos previstos no orçamento anual e, ao longo do período de administração, procura ajustar as despesas previstas com aquelas realmente realizadas. “Para isso, é necessário que sejam feitos os devidos remanejamentos dos recursos sempre em consonância com os membros do conselho de administração, e prudentemente com a assembléia, se o síndico realmente for zeloso”, conta José.

Alguns condomínios sofrem com a má gestão predial, principalmente os empreendimentos residenciais. “A falta da elaboração do orçamento anual provoca danos graves aos condomínios. Por exemplo, muitas vezes os condôminos não sabem, com a devida antecedência, o valor que será dispendido mensalmente, levando-o a comprometer todo o planejamento familiar. Além disso, acontece de o sindico ter de correr atrás dos prejuízos causados ao condomínio justamente porque não consegue prever situações emergenciais, pois estas só acontecem em momentos totalmente inadequados”, comenta o presidente do Sindicondomínio.

Ele ressalta que uma boa gestão é aquela considerada completa. “Não só as que geram lucros para o condomínio, mas uma gestão completa inclui, inclusive, o tratamento da questão ambiental, passando necessariamente pelo tratamento do lixo orgânico, que uma vez comercializado pode gerar receita para o condomínio, permitindo-se, assim, uma possível redução no custo, lembrando que vários itens que são hoje gerados como despesas podem ser melhor administrados, inclusive com relação à possibilidade de pesquisa de preços”, observa José Geraldo.

Origem: http://www.jornaldacomunidade.com.br/

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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