Câmeras da cidade

O paulistano que leva uma vida comum é filmado pelo menos 20 vezes por dia. Não é por menos: a cidade tem 700 mil câmeras.
O Sebastião colocou esta placa para mostrar como é ser filmado o dia
inteiro. Dá para ver o apartamento dele pela internet. É um prédio no
centro de São Paulo. A imagem gravada via satélite entra na rede
através de um programa de computador distribuído no mundo todo.

O Sebastião sai de casa e tem câmera no elevador. Câmeras na entrada e nos corredores do prédio. Vai de metrô? Vai ser filmado.

E foi graças a uma câmera que a polícia conseguiu identificar os três
homens que obrigaram o Flávio a pular de um trem em movimento. Ele e o
amigo Cleyton pegaram o trem em Mogi das Cruzes, perto de São Paulo,
para ir ao shopping. Os amigos usavam roupas com desenhos de bandas
punk, mas não eram punks.

Flávio caiu no vão da plataforma e perdeu o braço direito. O amigo
morreu. Os acusados foram identificados por meio das câmeras que
gravaram tudo.

No ceará, as câmeras também gravaram o juiz Pedro Pecy Barbosa de
Araújo no supermercado. Ele discutiu com o segurança, voltou logo
depois e matou o funcionário.

Em Brasília, as câmeras flagraram os advogados da facção criminosa PCC
no shopping. Eles pagavam para obter cópias de depoimentos sigilosos de
delegados.

Não dá para dizer que não estava lá… Nosso homem placa, o Sebastião,
está no Metrô de São Paulo que tem 650 câmeras instaladas em 52
estações. Ele estava numa estação da zona norte da cidade. No centro,
na área de monitoramento do metrô, dava para ver tudo o que ele fazia.

No início deste mês, a Guarda Municipal de São Paulo espalhou 13
câmeras na região central da cidade que podem identificar uma pessoa a
um quilômetro de distância. Foi assim que a polícia prendeu um homem
que vendia celulares roubados na Praça da Sé. "Não existe segurança sem
tecnologia", diz o consultor de segurança Ricardo Chilelli.

Hoje, já existem câmeras inteligentes que conseguem ver o ladrão e
disparar o alarme sozinhas. Ela pode identificar um homem na neve. A
câmera é programada para ficar de olho se alguém esquece um objeto no
ponto de ônibus, o que pode ser uma bomba.

Nos últimos seis anos, o mercado de câmeras cresceu 400% na cidade de
São Paulo. Todo mês, entram em ação mais 11 mil. Parece muito, mas é
pouco, perto das câmeras instaladas em Londres, onde o cidadão é
filmado pelo menos 300 vezes por dia. Em cada esquina tem uma câmera.
Tudo indica que São Paulo ainda chega lá.

O homem placa escapou da violência por mais um dia em São Paulo. No
começo da noite, ele voltou ao condomínio e foi gravado no elevador,
pela última vez antes de dormir. Sebastião, finalmente, ficou sozinho.
Nenhuma câmera está de olho no quarto dele, pelo menos por enquanto…

 

Origem: R7

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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