Tomadas elétricas têm novo padrão

A
partir de 2009, as tomadas fabricadas no Brasil deverão seguir o padrão
estabelecido pela norma NBR 14.136, chamado "padrão brasileiro". 

As
alterações têm por objetivo aumentar a segurança dos sistemas, como a
exigência do terceiro pino, para fio-terra, e a redução para apenas
duas amperagens, com 10 e 20 ampères.

As novas tomadas já estão
nomercado, mas os consumidores não precisam correr para trocar as suas.
Conforme explicação do presidente da Associação Nacional de Fabricantes
de Produtos Elétricos (Nema Brasil), Hilton Moreno, a norma atinge os
fabricantes, que ficam proibidos de vender tomadas no padrão anterior
ao varejo a partir de 1.º de janeiro do próximo ano. "O comércio pode
desovar o estoque até acabar. E para o consumidor serão obrigatórias
nas edificações novas e nas que já existem, em casos de reformas",
explica Moreno.

Essa é a última fase da aplicação de uma série
de mudanças nas indicações técnicas, feitas para aumentar o nível de
segurança nas residências, que começou com a obrigatoriedade do
aterramento das instalações (veja o padrão da caixa de luz com
aterramento na figura ao lado).

"As pessoas não têm noção da
importância do aterramento. Existem os mitos", diz Moreno. Segundo ele,
um deles é acreditar que apenas o choque de 220 volts pode matar.
"Qualquer choque a partir de 50 volts mata. Basta que a corrente passe
pelo coração." E o risco aumenta quando a pessoa está descalça.

Moreno
diz que houve grandes avanços na engenharia elétrica nos últimos anos e
que tais avanços deram mais segurança, ao uso de chuveiros elétricos.
"Os fabricados há pouco mais de um ano são bem mais seguros e
eficientes." O selo do Inmetro passou a ser obrigatório e identifica
produtos que estão dentro da norma. Nas redes elétricas residenciais, a
grande mudança dos últimos 20 anos é o aterramento.

Garantia

Além
do aterramento, que se tornou obrigatório com a publicação da Lei
11.337/06, o último texto da norma técnica para instalações elétricas,
a NBR 5410 de 2004, indica a instalação do Dispositivo DR e DPS. O
último desliga o sistema em casos de surtos, como os provocados pelo
raio. "Mesmo que haja pára-raio, os equipamentos estarão vulneráveis,
já que a descarga pode entrar pelos fios", explica Moreno. Há DPS para
redes elétricas e de transmissão de dados. "São colocados na caixa de
telefone, luz ou no fio coaxial da antena."

O DR monitora a rede
em busca de fugas de energia, e desliga tudo caso ela chegue a
determinado nível. "Poucos sabem que o aterramento não evita o choque,
apenas reduz sua intensidade. Para que não haja risco mesmo, só com o
DR." Os equipamentos disponíveis desligam tudo a partir de fugas acima
de 15 mili ampère (milésimo de ampère). "Para se ter uma idéia, uma
lâmpada de 100 watt consome 1 ampère", diz Moreno. O ideal é um DR para
um grupo de carga. "Isso evita que a casa fique às escuras em caso de
desligamento e que o sistema caia a toda hora, já que a soma total das
fugas em uma residência, em geral, passa dos 15 mili ampère".

 

Origem: Agência Estado

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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