Brasil deve ser mais rápido em câmeras IP do que EUA

Em visita ao Brasil, o engenheiro e criador das câmeras sobre rede IP,
Martin Gren, reafirmou a posição de que o modelo analógico será
desbancado no País antes mesmo de acontecer nos EUA.

De acordo com um levantamento realizado pela consultoria norte-americana IMS Research, o mercado de câmeras IP no Brasil deverá chegar a aproximadamente US$ 79,4 milhões em 2012. Além disso, haverá um crescimento mais acelerado de todo o continente americano.

Pela primeira vez no País, Martin Gren, engenheiro e criador das câmeras de rede sobre IP, reafirmou o indício do estudo de que o modelo analógico será substituído pelo digital primordialmente no Brasil. Conforme avalia o engenheiro, essa migração acontecerá antes mesmo do que se espera nos Estados Unidos.

Em 1996, o fundador da Axis Communications e sua equipe adotaram os navegadores web como a plataforma padrão para o gerenciamento de imagens para a segurança de estabelecimentos. “Em uma época em que tudo está se digitalizando, encontramos um mercado que ainda era completamente analógico. Com isso, era óbvio que mais dia ou menos dia isso tudo iria se tornar digital”, recorda Gren.

O executivo recorda que o desafio do primeiro equipamento foi a compressão de dados entre analógico e comunicação binária. “Nossa câmera fazia uma imagem D1 a cada 17 segundos. Era muito lenta e só servia para monitoramento remoto”. Outro obstáculo eram os fabricantes, que precisariam desenvolver um novo produto com linguagem e ferramentas tecnológicas bastante diferentes das que eram produzidas.

Com estudos e análises de processos que pudessem melhores condições de gerenciamento, Gren apostou na web. Porém, como o período era o inicio da internet, era necessário descobrir como os dados digitais deveriam ser transportados, de forma rápida e, principalmente, segura. “Foram realizados muitos testes até chegar ao que é oferecido hoje”.

Conforme afirma Gren, hoje sua empresa possui um padrão de qualidade de imagem superior e compatíveis com o formato HDTV.

Em relação ao mercado mundial, o executivo avalia como grande concorrente os produtos asiáticos, que são oferecidos com baixo custo. Por outro lado, ele afirma que a qualidade tecnológica e que “eles não possuam produtos top de linha”.

A companhia de Gren não pretende lançar produtos analógicos, já que “a mudança de padrão que já sendo estabelecida vai reduzir muito a participação das câmeras analógicas no mercado”. Sua meta é ser o número 1 no mercado de vigilância por vídeo em poucos anos. Ele também alerta que as empresas desse segmento devem estar atentas ao novo paradigma em suprir a demanda tecnológica e saber como vender as camêras.

 

Origem: IPNews

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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