Transparência no transporte


Equipamentos de GPS (Sistema de Posicionamento Geográfico) já estão
rastreando 13 mil, dos 15 mil ônibus que integram a frota de transporte
público municipal de São Paulo. A Prefeitura assegura que, até o fim do
ano, todos os veículos estarão monitorados. Computador instalado no
ônibus, que já é monitorado, transmite o prefixo do veículo, a linha a
que serve, o sentido e posição em que se encontra, para um centro de
processamento de dados. Essas informações alimentam um site, o Olho
Vivo (www.sptrans.com.br), que entrou em operação na segunda-feira, e
que permite aos passageiros acompanhar, nos painéis instalados nos
pontos de parada dos principais corredores e em 19 terminais
inteligentes, a trajetória dos veículos. Os dados sobre a situação do
transporte coletivo, em 247 quilômetros de vias e corredores, são
atualizados de hora em hora e retransmitidos aos painéis. Assim, os
passageiros que aguardam nas filas recebem informações sobre as
chegadas dos próximos carros.


O
Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) chega com pelo menos quatro
anos de atraso. A modernização dos métodos de fiscalização dos
itinerários, tempo de percurso e qualidade do serviço, foi prometida
quando foi feita a reforma do sistema de transporte público, na gestão
da ex-prefeita Marta Suplicy. Mas as viações e cooperativas relutaram
em aceitar a instalação do sistema ‘dedo-duro’ – como diziam – e que é
capaz de apontar atrasos nas saídas das garagens, abusos de velocidade,
mudanças de percurso, paradas em locais indevidos e outras
irregularidades.

Desde que assumiu a Prefeitura, Gilberto Kassab
se empenhou em implantar o sistema, considerado fundamental para dar
maior velocidade e racionalidade nos trajetos, mais conforto e
segurança aos usuários, além de reduzir custos para o Município. Sem a
ferramenta básica do monitoramento eletrônico, o sistema de transporte
coletivo não poderia produzir benefícios correspondentes a seu custo
anual de cerca de R$ 4 bilhões.

Mas o prefeito Kassab também
teve que ceder por várias vezes nas negociações com as empresas. A
instalação do sistema deveria ter sido em maio de 2007, mas as viações
pediram então novo prazo para cumprir sua parte. Um ano depois, ainda
falta equipar 15% da frota.

Na semana passada, ao lançar o SIM,
o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, reafirmou que ele
permitirá maior transparência do funcionamento do transporte, melhor
fiscalização e apuração dos custos. Na inauguração do site Olho Vivo já
se percebeu que muitos problemas ainda precisam ser resolvidos: entre
19 e 20 horas, em 7 das 10 faixas exclusivas, os ônibus rodavam em
velocidade média inferior a 11 km/h, metade da considerada ideal. No
trecho do Viaduto Alberto Badra eles circulavam a 2 km/h.

Comboios
de ônibus rodando vazios nos corredores em horário de pico mostram que
a Prefeitura não conseguiu obrigar as viações a reorganizar as linhas,
evitando sobreposições e má distribuição da frota. A exclusividade de
trafegar pelos corredores, que os ônibus perderam em proveito de táxis
e motos, afeta a fluidez e precisa ser repensada pela Prefeitura. Além
disso, a alta incidência de um acidente a cada três horas, com ônibus,
microônibus ou vans impede que o serviço tenha a qualidade que se exige.

O
telefone 156 da Prefeitura registra, em média, mais de 5 mil
reclamações mensais feitas por passageiros sobre desrespeitos ao limite
de velocidade, ultrapassagens perigosas, manobras proibidas e até
rachas entre coletivos. Agora, os motoristas infratores terão suas
ações registradas pelo SIM e as empresas responderão pelo mau serviço.

A
demora nas operações de socorro, em casos de acidentes e panes, também
será mostrada nos monitores, permitindo que a SPTrans e as empresas
cobrem maior agilidade no atendimento, por parte da Prefeitura e dos
concessionários. A população, com essas informações, aumentará suas
exigências em relação ao transporte público. Não só para chegar aos
seus destinos, mas para que possam fazê-lo com pontualidade.

 

Origem: http://www.estado.com.br/

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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