Cultura do medo

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for ( i = 0 ; i Para
garantir a sensação de segurança, investir em vigilância é a solução.
Para pesquisadores, o medo é maior do que a violência real.

No prédio Estúdio I, situado no
Meireles, os condôminos há um ano estão com um sistema de segurança
composto por 16 câmeras e uma cerca sensorial em infravermelho, posta
sobre as grades pontudas como flechas. As câmeras ficam distribuídas
nas entradas do prédio, nas garagens, nas entradas dos elevadores do
térreo, algumas câmeras externas, entres outras. Todas são controladas
por dois computadores. Um principal e um escravo. Este fica sob a
guarda dos porteiros; o primeiro sob a responsabilidade da
administradora do condomínio, Marilene Vieira. No entanto, apenas o
computador principal pode armazenar e gravar as imagens. De acordo com
a administradora, a medida é para evitar que funcionário da portaria,
caso cometa uma infração, tente apagar as provas.

O fotógrafo carioca André Gardenberg montou exposição onde revela a sociedade brasileira acuada pelo medo(Foto: Gentilmente cedida por ANDRÉ GARDENBERG )
O fotógrafo carioca André Gardenberg montou exposição onde revela a
sociedade brasileira acuada pelo medo(Foto: Gentilmente cedida por
ANDRÉ GARDENBERG )


Os moradores decidiram implementar o sistema de segurança após
furtos ocorridos na garagem do condomínio. “Agora estamos mais seguros.
Qualquer problema que venha causar alguma dúvida de se algo aconteceu
ou não no prédio, a gente pode olhar as câmeras e poder resolver”.

De memória, ela consegue lembrar três situações em que as câmeras
foram úteis. Um morador comprou uma mercadoria em uma loja de Fortaleza
no valor de R$ 1.500 e a loja disse ter entregue a encomenda. Disse
horário e dia. As câmeras comprovaram a não entrega. Em outro momento,
um condômino reclamou do desaparecimento do símbolo de sua Mercedes,
alegando ter sido furtada dentro do prédio. As câmeras mostraram que no
dia do desaparecimento, o proprietário já havia chegado ao prédio sem o
símbolo. Recentemente, houve um arrombamento numa loja próxima ao
condomínio, as câmeras externas detectaram o flagrante.

Mercado

O sistema adotado por este prédio nem chega a ser um dos mais
sofisticados disponíveis no mercado. Para instalação de sistemas de
segurança existem modelos desde os mais simples, com apenas quatro
câmeras, até os mais sofisticados, com portões eletrônicos, 32 câmeras,
cercas eletrônicas, catracas etc. De acordo com Daniel Moraes,
proprietário da empresa Companhia de Segurança (CDS), os mais
difundidos no mercado são as câmeras e os sensores de alarmes, com
apoio de vigilantes.

Em residências menores, os pontos mais comuns de distribuição das
câmeras são: porta de entrada, o quarto do filho, a cozinha e o espaço
entre a porta e a casa, geralmente jardins ou garagens. As empresas
garantem sigilo da imagem e privacidade. A partir da aquisição das
câmeras, o cliente pode não só monitorar as câmeras de dentro de casa,
como de qualquer outro computador conectado à Internet. Todos os
equipamentos são destravados por um login e uma senha.

Preconceito

As imagens capturadas por meio dessas câmeras podem ser utilizadas
como prova criminal. “É uma prova incontestável, mas claro que não pode
ser utilizado como única prova. A gente sabe que a imagem pode ser
alterada, por isso tem que haver exame da perícia”, afirma Giovani
Tavares, advogado e doutorando em Sociologia na UFC, onde desenvolve
pesquisa sobre segurança privada.

Apesar desse motivo ser o argumento mais comum na defesa dos
equipamentos, o pesquisador acredita que o medo na sociedade
contemporânea é muito maior que a situação real de violência. O sistema
de implementação de câmeras privadas, e agora em espaços públicos,
representam um preconceito das elites. “Os dados das pesquisas sobre
violência e as incidências de ações criminosas não justificam o
procedimento para a instalação das câmeras. O lugar onde elas serão
instaladas mostram o preconceito da sociedade. São lugares de elite que
possuem poder para garantir a câmera próxima de sua residência”,
comenta.

O efeito inibidor para o bandido não é tão forte, segundo Giovani.
“Meninos que praticam crime não estão mais nem aí para nada. Eu entendo
como inútil esse processo de câmeras. Quando há uma oportunidade,
acontece o roubo, as câmeras não influenciam na atuação das pessoas”. O
pesquisador alerta que, em paralelo ao fenômeno da difusão do medo,
está a expansão das empresas nos setores de segurança privada.

Origem: http://www.opovo.com.br/

 
Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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