Como o monitoramento inteligente agiria no roubo de quase R$ 1 milhão em produtos da loja Chanel em Nova York

Um roubo descarado aconteceu na loja da Chanel em Nova York, nos Estados Unidos, em plena luz do dia e toda a ação foi registrada por câmeras de vigilância do local. No vídeo, criminosos invadem o lugar utilizando máscaras de proteção contra a Covid-19 e começam a retirar bolsas e carteiras de luxo das prateleiras, enquanto clientes e funcionários correm em todas as direções.

O resultado da ação, que levou apenas alguns minutos, foi um prejuízo de mais de 160 mil dólares, o equivalente a 860 mil reais. Os ladrões fugiram em um carro sem placa e até o momento não foram encontrados – e nem sequer identificados.

Mas a pergunta que fica no ar é: essa ação criminosa poderia ter sido evitada ou pelo menos alertada rapidamente? E a resposta é sim!

Atualmente existem diversos tipos de analíticos inteligentes de vídeo que processam imagens buscando ocorrências que sejam anormais; essa identificação ocorre de forma automática e em tempo real. É possível, por exemplo, reconhecer previamente invasão de perímetro, aglomeração de pessoas, corridas repentinas, abandono ou retirada de objetos, pessoas com os braços para cima (sinal de rendição), entre outros comportamentos fora do padrão.

Quando esses eventos são identificados, o sistema envia um alerta para um analista treinado localizado em uma central 24 horas, que passa a acompanhar a ocorrência e tem o poder de decisão de tomar as medidas cabíveis.

“É intrigante ver que a segunda marca de luxo mais valiosa do mundo não possui um sistema de monitoramento inteligente em uma de suas principais lojas. Em um momento assustador como esse, os funcionários não conseguem pensar em apertar o botão de pânico, por isso essa decisão precisa estar presente nas soluções de segurança eletrônica”, explicou Alexandre Chaves, CEO da C4i e especialista em monitoramento inteligente. “O monitoramento ativo com o uso de inteligência avisaria imediatamente o analista que estava acontecendo uma aglomeração inesperada na porta, uma movimentação incomum – uma vez que as pessoas estavam correndo pela loja – e que objetos foram tirados de forma coordenada das prateleiras. A tecnologia poderia não evitar o roubo propriamente dito, mas traria uma aceleração na resposta, já que logo nos primeiros segundos a Central de Segurança seria alertada da ocorrência, e poderia então acionar outros seguranças e também a polícia, podendo assim evitar a fuga dos criminosos”, falou Alexandre.

É importante que exista um protocolo de segurança definido e que a Central de Segurança esteja plenamente ciente desses processos, para uma atuação devidamente adequada. Afinal, os procedimentos são distintos quando tratamos de um caso de intrusão à uma loja fechada – no qual um gerador de neblina poderia ser acionado remotamente pela Central para dissuadir a ação criminosa, por exemplo.

 

 

João Marcelo de Assis Peres

joao.marcelo@guiadocftv.com.br

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