Favelas do PAC serão vigiadas por câmeras

Uma das principais apostas para reduzir a criminalidade no Rio vai chegar às favelas atendidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Cinco comunidades – Alemão, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos e Preventório (Niterói) – receberão, cada uma, 20 câmeras de segurança até o fim das obras, com verba do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).

Com as 600
câmeras usadas nos Jogos Pan-Americanos – que serão repassadas ao
patrimônio do Estado até 12 de junho -, a promessa é aproximar o Rio da
tendência nacional de investir pesado na tecnologia. Hoje, há apenas 10
aparelhos para cada batalhão da cidade (são 18 ao todo). O 27° BPM
(Santa Cruz) é o único quartel sem monitoramento.

As atuais 170
câmeras e o que está por vir ainda parecem pouco se comparadas com
projetos que vêm sendo desenvolvidos Brasil afora. São Paulo, por
exemplo, lançou, em janeiro, edital para a compra de 12 mil
equipamentos até o fim do ano. Cidades menores como Florianópolis e
Brasília também já reservaram investimentos para adquirir, ainda este
ano, entre 250 e 300 câmeras. Salvador e Campinas já têm mais de 100
aparelhos.

Prioridade para vias
O
tenente-coronel Cláudio Almeida Neto, chefe do Centro de Comando e
Controle (CCO) da Secretaria de Segurança, admite que o número de
câmeras no Rio ainda é reduzido. Ele, no entanto, considera que o
acionamento dos sistemas usados no Pan e a compra de novos equipamentos
para as favelas deverão ajudar muito o seu trabalho.

"Já
mapeamos 420 locais da cidade que receberão os aparelhos do Pan a
partir do meio do ano. Vamos priorizar as vias expressas. Com relação
às câmeras do PAC, o pedido (100 novas) já foi feito e aceito", afirma,
confiante de que as comunidades, atualmente dominadas pelo tráfico de
drogas, serão pacificadas e que não haverá risco para a integridade dos
equipamentos. O CCO também vai concentrar câmeras nas linhas Vermelha e
Amarela e na avenida Brasil.

Câmeras do Pan ainda encaixotadas
A dúvida da secretaria é se o dinheiro para as câmeras das favelas virá
dos R$ 55 milhões anunciados em convênio entre os governos estadual e
federal ou se serão necessários mais recursos do Ministério da Justiça.
O Pronasci prevê investimentos de R$ 6,7 bilhões nos próximos cinco
anos em 11 regiões metropolitanas do País.

Já os aparelhos
adquiridos no Pan, anunciados como reforço para a segurança pública no
Rio, estão encaixotados devido a entraves burocráticos. A Secretaria
Nacional de Segurança Pública (Senasp) ainda não concluiu a
transferência do patrimônio da União para o Estado. As seguidas trocas
de secretários nos últimos meses travaram ainda mais o processo, que
deverá ser concluído no mês que vem.

Até o meio do ano, os
batalhões de São João de Meriti, Magé, Belford Roxo e Santa Cruz também
serão contemplados com câmeras. Eles se juntarão às outras unidades
(Caxias, Mesquita, Queimados, Niterói e São Gonçalo) que já são
monitoradas. O Rio ainda conta com 76 câmeras da CET-Rio para observar
o trânsito.

Equipamentos estão em boas condições
Todas as 220 câmeras da Região Metropolitana, segundo Almeida Neto,
estão em perfeitas condições. "A região com melhores resultados foi a
Zona Sul. Lá, onde foram instaladas as primeiras câmeras, em 2003,
houve redução de crimes em algumas áreas", afirma.

As câmeras
que o Rio usa hoje são chamadas de Domo IP com rádio. O modelo é leve –
cerca de 2 kg -, capaz de girar 360 graus na horizontal e de aproximar
22 vezes o tamanho da imagem original. O sinal ao vivo nos monitores da
Secretaria de Segurança, no centro, é transmitido aos batalhões. Cerca
de 160 PMs compõem a equipe do CCO. Apesar de raros, já houve casos de
destruição de equipamentos. A dificuldade dos bandidos é localizar as
câmeras, colocadas com total sigilo.

Usadas com limitação pelo
poder público, câmeras são cada vez mais empregadas na segurança
privada. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistema
Eletrônico de Segurança, 3 milhões de imóveis comerciais e residenciais
contam com dispositivos eletrônica. Em dez anos, o mercado cresceu 12%,
movimentando R$ 2 milhões ano passado.

 

Origem: Terra


Marcelo Peres
Editor do Guia do CFTV

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Eng° Marcelo Peres

Eng° Eletricista Enfase em Eletrônica e TI, Técnico em Eletrônica, Consultor de Tecnologia, Projetista, Supervisor Técnico, Instrutor e Palestrante de Sistemas de Segurança, Segurança, TI, Sem Fio, Usuário Linux.

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